[Leitura Conjunta] Crooked Kingdom, de Leigh Bardugo - Sinopse & Opinião

março 13, 2017

Crooked Kingdom (Six of Crows, #2)
Título: Crooked Kingdom
Série: Six of Crows
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Indigo
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 2016

Welcome to the world of the Grisha.
After pulling off a seemingly impossible heist in the notorious Ice Court, criminal prodigy Kaz Brekker feels unstoppable. But life is about to take a dangerous turn - and with friends who are among the deadliest outcasts in Ketterdam city, Kaz is going to need more than luck to survive in this unforgiving underworld.

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Sinto que ainda não consigo falar direito sobre este livro. Sinto que, tão cedo, nenhuma duologia / trilogia / série / whatever me vai marcar tanto como estes dois livros.

Eu já tinha gostado de ler o primeiro volume, Six of Crows. Apesar de ter sido das melhores leituras de 2016, não quis ler, de imediato, a continuação. Em Fevereiro, o grupo Read Along no Goodreads elegeu Crooked Kingdom como uma das leituras conjuntas e lá me juntei eu. Olhando para trás, penso... Porque é que não li este livro antes???

Tudo neste último livro é perfeito. É-me impossível falar deste livro... uma das maiores ressacas literárias dos últimos tempos! Vamos lá tentar clarear as ideias.

Crooked Kingdom continua, naturalmente, onde Six of Crows ficou. E eu a pensar que ia ser o livro todo a tentar salvar Inej e a Leigh deu-me uma chapada de luva branca, com tamanha reviravolta e acção. O destino de Inej quase que é relegado para segundo plano, com tanta coisa a acontecer. As novidades não param, as os contratempos são mais que muitos e as soluções do mais mirambolante e genial que por aí anda. Uma salva de palmas muito grande para a autora, que conseguiu de forma soberba criar situações e mais situações e engendrar sempre formas deliciosas de escapar de cada uma, mantendo sempre o leitor agarrado às páginas e sem aquela sensação de "o que é que foi desta vez?".
Se já tinha gostado das personagens em Six of Crows, neste novo livro ganhei-lhes ainda mais carinho. Todas nos parecem bem reais e completas, com pedaços da sua história e do seu passado a serem revelados. E não é só tipo... pega lá background!, é mesmo algo com sentido, que surge naturalmente na narrativa e que não nos permite ficar indiferentes a este bando e às suas vidas. A minha preferida continua a ser Nina, portanto, para quem leu o livro, facilmente perceberão o quão devastada fiquei com o final.

"She was the Queen of Mourning, and in its depths, she would never drown."

Para quem não leu... não percam tempo aqui, vão agarrar uma cópia e devorem!

"Zoya used to say that fear is a phoenix. You can watch it burn a thousand times and still it will return."

E depois, no meio de tanto drama e violência, eis que surge Matthias, o nosso gigante nórdico, mas que nos faz derreter completamente.

"«I... there is no one I want more; there is nothing I want more than to be overwhelmed by you.»
«But you don't want to kiss me?»
He inhaled shortly, trying to bring order to his thoughts. This was all wrong.
«In Fjerda-» he began.
«We're not in Fjerda.»
He needed to make her understand. «In Fjerda,» he persisted, «I would have asked your parents for permission to walk out with you,»
«I haven't seen my parents since I was a child.»
«We would have been chaperoned. I would have dined with your family at least three times before we were ever left alone together.»
«We're alone together now, Matthias.»
«I would have brought you gifts.»
Nina tipped her head to one side. «Go on.»
«Winter roses if I could afford them, a silver comb for your hair.»
«I don't need those things.»
«Apple cakes with sweet cream.»
«I thought drüskelle didn't eat sweets.»
«They'd all be for you,» he said.
«You have my attention.»
«Our first kiss would in a sunlit wood or under a starry sky after a village dance, not in a tomb or some dank basement with the guards at the door,»

Não têm vontade de o agarrar todo? E o sentido de humor de Nina? Perfeito!
Ao fim e ao cabo, todas as personagens, ao seu jeito, nos fazem derreter. Não dá para ficar indiferente.

“I would come for you,” he said, and when he saw the wary look she shot him, he said it again. “I would come for you. And if I couldn’t walk, I’d crawl to you, and no matter how broken we were, we’d fight our way out together—knives drawn, pistols blazing. Because that’s what we do. We never stop fighting.”

Não é propriamente uma declaração de amor... mas é uma declaração de amor, à sua maneira. E aquela lágrima no canto do olho? Maldita Leigh! Mas o verdadeiro golpe só chegou no final... ainda não me acredito que acabou assim. Tão injusto, tão triste.

Fiquei completamente maravilhada com a capacidade criativa de Leigh Bardugo. Sem dúvida alguma que ganhou aqui uma fã para toda a vida. Quero mais, muito mais do meu bando de criminosos favoritos de sempre! Momentos de tensão, de puro génio, de maldade, de amor, de humor! Há de tudo, neste livro. Quero lê-lo outra vez. Agora!

Apostem neste fantástico duo de livros. Sem dúvida alguma... desde que o Eu e o Bam nasceu, que poucos livros me marcaram tanto como estes Six of Crows e Crooked Kingdom. Leiam!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.