Um Conto, Um Ponto #32: A Última Ceia, de Ana C. Nunes

outubro 02, 2016

A Última Ceia - Um Conto de Terror Natalício
Título: A Última Ceia
Autora: Ana C. Nunes
Editora: Smashwords
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 16

O Natal é uma época para a família, em que os membros que não se vêem há muito tempo, se reúnem à mesa, partilham histórias, sonhos, alegrias e uma refeição tradicional. Mas neste Natal a ceia é tudo menos convencional. Uma delícia que poucos têm oportunidade de provar.
Um jovem aborrecido e descontente, em busca de aventuras nocturnas numa casa perdida à beira-rio, irá encontrar muito mais que prendas debaixo da árvore de Natal.
Uma refeição pode esconder muitos segredos …

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Já há algum tempo que tinha guardado este conto de Ana C. Nunes para ler e finalmente decidi fazê-lo, até porque seu só tinha lido A Heroína e o Guerreiro e esperava poder conhecer melhor a sua obra.

A história só peca por ser um conto. Sim, sei que isto é cliché ser dito acerca de contos, mas havia tanto pano para mangas para algo mais, algo maior, algo melhor. Sinto que ficou muita coisa por contar, apesar de termos uma narrativa com início, meio e fim, havia muito espaço para mais. O facto de o sub-título prometer Um Conto de Terror Natalício, nada neste livro cheirou a Natal, tirando o facto de ser passado na noite de Natal. Os livros natalícios têm de ter a magia dessa época, e não a senti nest'A Última Ceia. O terror também ficou muito longe de aterrorizar...

Um conto sem dúvida a ler, até porque nestas dezasseis páginas vão encontrar revelações bastante interessantes e sem dúvida diferentes do que estamos habituados.

Podem fazer o download do conto aqui.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.