segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Coroa da Meia-Noite, de Sarah J. Maas - Sinopse & Opinião [Marcador]

Coroa da Meia-Noite (Trono de Vidro, #2)
Título: Coroa da Meia-Noite
Título Original: Crown of Midnight
Série: Trono de Vidro #2
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Marcador
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 408

Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração?
Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal. Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar.

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"[xxx] limpou-lhe as lágrimas, tomou-lhe o queixo com a mão e beijou-a."

Uma coisa tão simples e no entanto... aaaaaaaahhhhhhh!!!!!!!

Sim, como podem perceber, o meu entusiasmo com Coroa da Meia-Noite era imenso e, apesar de ter sido uma leitura muito lenta, foi maravilhosa. Mas vamos lá tentar estruturar as ideias 😊
A expectativa à volta deste livro era grande e, um mês e meio depois de o começar, virei a última página. Começou, então, a longa e tortuosa espera pelo próximo volume.

No segundo volume desta saga seguimos a vida de Celaena como Campeã do Rei - ou, por outras palavras, a sua assassina a soldo. À mínima suspeita de traição, Celaena tem de cortar o mal pela raiz, da forma como sabe fazer melhor: matando. Enquanto isso, Chaol e Dorian continuam à sua volta, assim como o fantasma de Elena. E isto foi uma das coisas que eu mais gostei no livro: há tanta coisa a acontecer mas as histórias fluem entre si, cruzando-se e encaixando de uma forma tão natural que nem parece que há mil e uma coisas a decorrer. A nova profissão de Celaena tem uma intriga bastante misteriosa e repleta de tensão, nunca se sabendo quem de facto está do lado de quem. E o final... uau! Apesar de ser uma possibilidade, não estava propriamente a contar com aquele desfecho e gostei bastante.

Como podem ver pela passagem acima, finalmente temos razões para suspirar no que toca à vida amorosa da nossa personagem. Não vos vou dizer quem é mas, entre Chaol e Dorian... seja quem for o dono do seu coração, eu ficaria sempre com pena do que é deixado para trás. E com o rumo que a história leva, as atitudes do que não vê o seu amor ser correspondido... é tão triste! Mas até mesmo neste campo esperem surpresas - é Celaena Sardothien e a sua vida é tudo menos um conto de fadas.
Por último, o papel que a Magia tem em Coroa da Meia-Noite revela-se brutal: mais enigmas, segredos e revelações esperam os leitores, numa espiral de mistério que só se vai tornando cada vez mais negra a cada página que se devora lê.

Ainda não são motivos mais do que suficientes para quererem pegar em Coroa da Meia-Noite? Eu dou-vos mais!

Há uma personagem que tem um destino terrível e que foi uma das maiores surpresas da leitura. Não estava nada à espera do seu desfecho - sim, envolve intrigas e morte.
Fleetfoot. Mais do que uma razão perfeitamente válida para querer ler este livro.
Não posso deixar de repetir, mas aquele final 😮 Ainda há muito para explicar, mas aquele bocadinho soube a pouco e deixou-me em pulgas pela continuação.
Por fim, Sarah J. Maas. Mas ainda há dúvidas do dom da autora para criar histórias e personagens realmente cativantes e apaixonantes?

Estou muito ansiosa pelo próximo volume!

domingo, 3 de setembro de 2017

Setembro!

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Um dos meus meses favoritos do ano já começou 😄😄😄😄 E traz com ele tantas coisas boas, assim como deixa com água na boca pelos próximos!

1. Vem aí o Outono!
Quem me conhece sabe que eu não sou, de longe, a maior fã do Verão, portanto estou ansiosa que chegue a estação mais bonita do ano.

2. Pottermania!
Para os mais distraídos, está aí a Pottermania 2, que vai decorrer entre Setembro e Outubro. Aposto que me vou divertir bastante com esta aventura, mas irei dar-vos mais pormenores daqui a uns dias.

3. Eu Estive Aqui, de Gayle Forman
Finalmente uma leitura conjunta, algo que já não fazia uma há imenso tempo e tinha saudades.

4. Feira do Livro do Porto
Quando na semana passada me lembrei que a Feira do Livro do Porto é em Setembro, fiquei logo eléctrica. Já tenho os planos todos feitos para ir passar lá a tarde de amanhã.

5. Há um cheirinho a Outubro no ar...
... e tudo o que ele traz. Sei que hoje ainda é dia 3, mas não consigo deixar de me sentir entusiasmada com as chuvas, as cores, os cheiros de Outubro, que vai ser tão, tão bom! Com o Halloween, e o Dewey's, e a FrightFall... mais detalhes no próximo mês 😊

Portanto, os planos de leitura para Setembro estão feitos e, assim na loucura, vamos apontar para quatro livros:

Os Venenos da CoroaEu Estive Aqui
Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, #1)Harry Potter e a Câmara dos Segredos (Harry Potter, #2)

Bom Setembro para todos!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Amor Impossível, de E.L. Woods - Sinopse & Opinião [Chiado Editora]

Amor Impossível
Título: Amor Impossível
Autora: E.L. Woods
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 298

Melise perdera os pais e o irmão de uma só vez e não havia outra saída a não ser ir embora para sempre, antes que o herdeiro daquele lugar que fora o seu lar durante toda sua vida chegasse. Estava a caminho de Kinsley House, em Hamptonshire, onde seria a preceptora da filha de Andrew Clark, um viúvo que não acreditava no amor genuíno entre um homem e uma mulher. Quando chegou e teve um vislumbre da beleza daquelas terras Melise pensou que poderia ser feliz novamente. Mas não contava se apaixonar pelo lindo patrão. Poderia esconder esse amor daquele que, aos olhos de toda uma sociedade, era proibido para ela e que não tinha a menor intenção de casar novamente?

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Com uma aura a evocar Jane Austen, este romance já me andava a piscar o olho há algum tempo. Embora desconhecendo tudo e mais alguma coisa acerca do livro, parti para a leitura de Amor Impossível com mais expectativas do que deveria.

A história gira em torno de Melise que, após um infortúnio do destino, se vê sozinha no mundo e é obrigada a aceitar um trabalho como preceptora, apenas para se render aos encantos da criança e se apaixonar perdidamente pelo pai (convenientemente) viúvo. E Melise é uma moça cheia de personalidade, capaz de escandalizar aquela sociedade que hoje vemos como retrógrada. Muito Austeniano, não é? Sim, é. Mas é tudo. Infelizmente, a história não passa disto: a Melise ama perdidamente o Andrew mas não o confessa porque ele é o seu patrão; e Andrew ama perdidamente Melise mas não o diz, ora porque não é bom com palavras, ora porque a sociedade ia condenar a relação. E é isto. O livro todo.

Eu gostei da história, gostei da forma como foi contada, mas sinto que era preciso muito mais, não 300 páginas de um livro sempre a falar da mesma coisa.

E serei eu a única pessoa a achar estranho o facto da criança chamar mãe a Melise, embora a conheça há pouco tempo e não ser uma criança propriamente de colo? Havia, de facto, muito espaço para deixar a história crescer e aprofundar-se um pouco mais. Só ia enriquecer esta história de amor interdito e dar-lhe um impacto muito maior.

Gosto do mistério à volta da autora, E.L. Woods, que usa apenas as iniciais e o apelido. É sempre aquele toque especial que nos deixa com a pulga atrás da orelha. Depois de ler sobre si, percebo um pouco melhor a simplicidade deste romance, mas gostaria de verdade de ter visto algo mais complexo.

Para os leitores que procuram uma história de amor simples, leve, romântica e sonhadora, então Amor Impossível é a escolha ideal - o meu único problema é que eu esperava muito mais.

sábado, 5 de agosto de 2017

Já Estamos em Agosto?

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Pois é, já estamos em Agosto! Hoje já é dia 5 e eu nem me tinha apercebido. Nem tenho planos para o mês, as leituras estão paradas... Assim não pode ser. E ainda tenho de vos mostrar as minhas estantes, que já não são propriamente novas mas que desde que mudei de casa ainda não partilhei 😊

Sem conseguir fazer promessas, aqui fica a minha TBR para este mês, que é a que sobrou do mês anterior. Até agora estão a ser três livros brutais e sempre que quero ler, fico indecisa qual continuar!

Fragmentados (Unwind, #1)Marcado na Pele (The Others, #4)Os Venenos da Coroa

Por esses lados, como correm as leituras?
Partilhem comigo os livros que vos acompanham!

domingo, 30 de julho de 2017

Despertar do Crepúsculo, de Anne Bishop - Sinopse & Opinião [Saída de Emergência]

Despertar do Crepúsculo (The Black Jewels #9)
Título: Despertar do Crepúsculo
Título Original: Twilight's Dawn
Série: Jóias Negras #9
Autora: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 403

Os "sombriamente fascinantes" romances das Jóias Negras de Anne Bishop, autora de sucesso consagrada no top do New York Times, têm cativado igualmente leitores e críticos devido à mescla de fantasia, intriga e romance. Com o presente Despertar do Crepúsculo, Bishop regressa ao reino dos Sangue com quatro inéditas e fascinantes novelas.

Prendas de Winsol
Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.

Cambiantes de Honra
Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.

Família
Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.

A Filha do Senhor Supremo
Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?

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Um livro que marca o fim de uma época. Treze anos mais tarde, Anne Bishop termina a sua série Jóias Negras, e que melhor forma para o fazer do que com quatro contos fantásticos, repletos de detalhes que irão, certamente, atenuar a despedida deste mundo maravilhoso.

Prendas de Winsol
Se não estou em erro, é o mais pequeno dos contos, mas também o que menos me agradou. É bastante inocente, uma história feliz, apesar das preocupações que atormentam as personagens, sinto que deixou bastante a desejar. Este conto foi um dos motivos que me levou a demorar tanto tempo a terminar este livro. Porquê? Por ser tudo tão bonitinho, tão cor-de-rosa, tão... hmmmm. Eu sei que as personagens têm direito a ser felizes e a ter paz e sossego, mas estava habituada a algo mais sombrio. Felizmente, a partir daqui, é sempre a melhorar.

Cambiantes de Honra
Enquanto me perdia por Ebon Rih, não pude deixar de recordar que durante os primeiros três livros das Jóias Negras eu não gostava do Lucivar... E agora é-me uma personagem tão querida. É raro isto acontecer-me, não suportar uma personagem mas chegar ao fim e ter um lugar especial para si. Gostei bastante do rumo que a história levou com Lucivar, mas também com Surreal, que finalmente se pôde curar e renascer com toda a força que merece. Não só as personagens cresceram, como pudemos ter mais uma ideia da vastidão do universo criado por Bishop, com tantas raças e hierarquias.

Família
Neste ponto já estava completamente viciada na leitura de Despertar do Crepúsculo. A sensação de fim começa a tomar conta de todas as páginas, pois vemos uma preocupação na autora de dar um fim a todas as suas personagens - e mais não posso dizer, mas não esperava aquele fim. O que eu pensava que ia ser o ponto alto do conto, o Sem Rosto, foi completamente relegado para segundo quando Sylvia enfrenta o seu destino.

A Filha do Senhor Supremo
Este conto começa de uma forma tão intensa que vos vais abalar, acreditem. Durante a sua leitura não consegui evitar as lágrimas... É o fim. Não esperava que Anne Bishop o fosse fazer, mas sim. Conseguiu terminar tudo, de uma maneira bonita, mas é mesmo o fim.

Espero, sinceramente, que a autora não volte a pegar neste universo. Adoro-o, mas o final foi perfeito.

Sentimentos contraditórios acompanharam esta leitura, mas garanto-vos que é um livro simplesmente fantástico. Eu não estava preparada para o que me esperava e Despertar do Crepúsculo (consegui manter-me afastada de todo o tipo de spoilers, e ainda bem!) é sem dúvida um livro para mexer com as emoções dos leitores, portanto depois não digam que não vos avisei. Naturalmente que não o aconselho a quem nunca tiver lido as Jóias Negras, mas aconselho definitivamente toda a série a todos os leitores de fantasia. Anne Bishop consegue criar mundos brutais (e falo apenas dos três que conheço, Jóias Negras, Efémera e Os Outros), que demonstram uma capacidade imaginativa e lógica simplesmente invejável; as suas personagens são inesquecíveis e mágicas, cada uma tão única e inconfundível que mais uma vez voltamos à sua imaginação sem limites; e a forma como tudo se desenrola em tramas e narrativas tão apaixonantes é apenas mais um motivo para adorar esta autora e beber todas as suas palavras.

Nove livros, nove experiências fantásticas, personagens, tramas e momentos que não devem perder. As Jóias Negras serão, num futuro, uma re-leitura obrigatória. Para os leitores de fantasia que duvidam se os seus autores e sagas preferidos vão ser traduzidos na totalidade para a nossa língua, não percam esta saga, completamente traduzida e simplesmente perfeitos.

Adeus, Sangue!

terça-feira, 25 de julho de 2017

[Maratonas Literárias] Dark-a-Thon: Como Foi

Foto de Elsa Esteves.

Eu sei que venho tarde, mas o meu computador só agora voltou para as minhas mãos (o meu bebé!) e só agora pude trazer-vos a minha caminhada por uma das maratonas que, na teoria, seria das que mais me agradariam.

Na teoria porque, na prática, não li nada de jeito!

1. Lê um livro cuja acção seja à volta de um serial killer
Dexter, a Mão Esquerda de Deus, de Jeff Lindsay
Este livro abriu uma porta para mim que há muito que estava fechada: os DNF, ou seja, Did Not Finish, ou seja, não acabei. E não me arrependo. Eu costumava levar os livros até ao fim, mesmo não gostando. Mas depois vi a luz e percebi que o tempo não dá para ler todos os livros e ser desperdiçado com os que não me agradam.

2. Lê um livro cujo título seja assustador
Eu Estou Pensando em Acabar com Tudo, de Iain Reid ✓
Começou bem, mas acabou muito mal.

3. Lê um livro cujo personagem principal seja feminino
A Garota no Trem, de Paula Hawkins ✓
Não posso dizer que desgostei do livro, mas tendo em conta todo o hype à sua volta, ficou muito aquém do que eu esperava.

4. Abre um livro de contos de terror e lê o conto da página 66
Todos os Contos, de Edgar Allan Pöe ✗
Esqueci-me!

5. Lê um thriller / terror de um autor que ouviste falar mas nunca tiveste oportunidade de ler
A Garota no Trem, de Paula Hawkins ✓

6. Escolhe um livro de terror e lê somente à noite
Li sempre uma parte de todos à noite ✓


Que venha a próxima!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Amor às Claras, de Laura Kaye - Sinopse & Opinião [Castor de Papel]

Amor às Claras (Hearts in Darkness, #2)
Título: Amor às Claras
Série: Corações na Escuridão #2
Autora: Laura Kaye
Editora: Castor de Papel
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 192

Assombrado por uma tragédia na infância e pela perda da família, ele nunca pensou a vir encontrar o amor que partilha agora com Makenna. Mas quanto mais se enamora, mais receia o caos que certamente ocorrerá se também a perder. Quando o encontro com a família dela não corre bem, Caden coloca a si mesmo a questão de Makenna merecer alguém melhor, mais forte e pura e simplesmente mais…normal.

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Quando li Corações na Escuridão, em Fevereiro, desconhecia que houvesse mais livros. Amor às Claras traz de volta Makenna e Caiden, uns meses depois do seu encontro no elevador. Quando descobri que a sua história ainda não tinha acabado, fiquei animada por poder ler o que aconteceu a estes dois.

Como é natural, nesta opinião vão encontrar spoilers, pois é impossível falar acerca deste livro sem vos dizer desde já: sim, Makenna e Caiden estão juntos, ainda. E é sério. Continuando!

Um dos pontos altos de Amor às Claras foi o desenvolvimento das personagens. Para além de termos um leque maior, notamos uma evolução, não no sentido de serem melhores pessoas ou assim, mas que são mais complexas do que quando nos foram apresentadas no primeiro volume, no caso de Makenna e Caiden. E apesar de a autora voltar a cair nos lugares-comuns, gostei de ver a dinâmica da família de Makenna. No entanto, sinto que Ian ficou um bocado esquecido no meio dos acontecimentos. Fiquei sem saber como reagiu ele a tudo, no final do livro. Ele apenas se resigna com o rumo das coisas? É assim que é suposto ser? Uma personagem que gostei bastante foi de Cam, mas acho que este podia ter ficado mais umas quantas páginas. O livro centra-se demasiado à volta dos demónios pessoais de Caden (tal como anterior), e teria sido bom poder ter algo físico com o qual pudesse lutar.
À medida que a história se ia desenrolando, só me apetecia bater na Makenna e no Caiden. Digam que se amam de uma vez por todas! Era tudo com paninhos quentes... já me estava a enervar. Não tiveram problemas em ir para a cama horas depois de se conhecerem e agora, passados meses, estão cheios de coisas? Apesar de me irritar, não deixou de ser engraçado ver como reagiam a este medo. Já Caden e a forma como ele enfrenta o seu problema, não achei piada nenhuma. Se ele simplesmente falasse das coisas... bem, não tínhamos livro. Eu percebo onde Laura Kaye quis chegar, mas podia ter trazido as vidas de Makenna e Caden de volta sem insistir página após página na mesma coisa. Assim como o que acontece com Makenna, parece-me tudo muito forçado... Tudo lhes acontece, e é sempre tudo igual. Eu percebo a doença de Caden, mas parece-me que vai além dos limites.

Apesar de tudo... se houver mais histórias destes dois para contar, cá estarei eu para lê-las. Continuo a achar que a autora sofre de alguma falta de imaginação, mas criou um casal super querido e que, independentemente de nos tirar do sério, damos por nós a torcer por eles.

Vamos deitar achas para a fogueira: torcemos por eles... ou por Makenna e Cam? Quem é o Cam? Haverá um triângulo amoroso? Hum? 😲 Leiam e descubram!

Mais uma vez, uma edição linda, linda, linda! Por mais que a história se tornasse repetitiva, foi um prazer desfolhar este livro.