terça-feira, 21 de março de 2017

Top Ten Tuesday #66

Imagem daqui

10 livros pequeninos para ler de uma só assentada

O Top Ten Tuesday desta semana é dedicado a livros pequenos mas será, para mim, um pequeno plano de leitura para futuras maratonas. Apesar de adorar calhamaços, de vez em quando sabe bem ler um livro e acabá-lo de uma só vez; portanto, vamos dar uma volta às minhas estantes e descobrir os meninos que me irão acompanhar nas próximas aventuras.

A Voz (Ephemera, #0.5)Resultado de imagem para carmilla colecção unicórnioResultado de imagem para a pele e a princesa

1. A Voz, de Anne Bishop (sim, ainda não li esta preciosidade) - 98 páginas
2. Carmilla, de Sheridan Le Fanu (re-leitura) - 111 páginas
3. A Pele e a Princesa, de Sebastià Alzamora - 142 páginas

Lail-Ah, O Divórcio de DeusEspera Por Mim (If I Stay, #2)Resultado de imagem para justine ou os infortúnios da virtude europa america

4. Lail-Ah e o Divórcio de Deus, de H. James Kutscka - 173 páginas
5. Espera Por Mim, de Gayle Forman - 216 páginas
6. Justine ou Os Infortúnios da Virtude, de Marquês de Sade - 142 páginas

Não são 10, mas são os mais pequenos que tenho que pretendo ler num futuro mais ou menos próximo. E vocês, que livros recomendam?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Os Últimos Dias dos Romanov, de Robert Alexander - Sinopse & Opinião

Os Últimos Dias dos Romanov
Título: Os Últimos Dias dos Romanov
Título Original: The Kitchen Boy: A Novel of the Last Tsar
Autor: Robert Alexander
Editora: Círculo de Leitores
Ano de Publicação: 2005
Número de Páginas: 304

A 16 de Julho de 1918, o curso da história da Rússia mudou para sempre. Nessa noite, o czar Nicolau II e a sua família foram brutalmente executados pelos bolcheviques. Houve apenas uma testemunha - o ajudante de cozinha. Ele é a única pessoa viva que realmente sabe o que se passou. Que segredos nos serão revelados sobre os últimos dias dos czares? É que, apesar de já ter passado quase um século, a prisão e execução do czar Nicolau e da sua família continuam envoltas em mistério e fascínio.
Numa prosa absorvente e elegante, combinando factos e ficção, Robert Alexander reconta a história através de Leonka, em tempos ajudante de cozinha dos Romanov, que afirma ser a "última testemunha viva" da brutal execução da família imperial.

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Graças à Carnaval-a-Thon, consegui ler esta pérola. Quem me vai seguindo aqui no cantinho sabe como sou fascinada pela Rússia e a trágica história dos Romanov segue esse mesmo fascínio; logo, quando o desafio foi ler um livro relacionado com o país de origem do nosso nome, não hesitei. Quase devorei Os Últimos Dias dos Romanov num só dia.

"-Estes Romanov! Tomam tantos banhos, lêem tanto, fazem tantas perguntas... e demoram tanto tempo a arranjar-se!"

De notar que é mencionado o facto de o herdeiro, Alexei, ter tomado há pouco tempo o seu segundo banho desde que a família fora aprisionada naquela residência...

Tal como o título indica, estamos perante um relato do encarceramento que a família imperial russa foi sujeita nas últimas semanas de vida. Fantasioso q.b., mas também baseado em factos verídicos, foi uma leitura sem dúvida pesada mas, ao mesmo tempo, maravilhosa. A forma como o autor dança com as palavras, a maneira como fluem pelas páginas, fizeram-me perder numa Rússia há tanto tempo esquecida, sentir a opressão daquelas paredes mas também a esperança que ainda residia em tantos corações, a lutar contra a crueldade presente em tantos mais.
Todos sabemos o triste fim da dinastia Romanov; mas este livro tem o condão de imergir o leitor completamente na vida da família e quase fazer esquecer que, no fim, todos foram mortos, covardemente, tristemente. Quase que nos conseguimos esquecer do seu destino, até sermos violentamente confrontados com a sua morte. É um livro tão, tão triste. E tão magnífico.
Ao lado da história dos Romanov, temos uma história no presente, que é relegada para segundo plano até praticamente o final do livro. Aí, Robert Alexander consegue mexer ainda mais com o leitor, apanhando-o desprevenido para as revelações finais. Sim, há reviravoltas. Mas não são aquelas que esperam enquanto lêem a história, acreditem.

Bónus: as expressões em russo. Delicioso!

Os Últimos Dias dos Romanov é um livro que fica connosco. É uma história que conta outra história horrivelmente triste e que vos vai fazer sentir essa tristeza. Este livro vai-vos fazer realmente sentir emoções verdadeiras. Quão raro é isto acontecer? Encontrar um livro que de facto nos faz sentir?

Um livro obrigatório para qualquer pessoa que tenha curiosidade acerca da Rússia e a sua história, Os Últimos Dias dos Romanov é um relato cruel e fabuloso de um crime que ficará para sempre marcado na história do Mundo.

sábado, 18 de março de 2017

Outlet do Livro: Como Foi

Sim, já lá fui há mais de um mês, mas esqueci-me de vir aqui contar-vos a minha experiência! Fui lá num Domingo, dia 5 de Fevereiro. Estava a comemorar o Dia dos Namorados, tendo em conta que íamos trabalhar os dois no dia 14 e bem... acabar um dia de passeio magnífico a ver e comprar livros parece-me um plano perfeito.

Primeiro, ao entrar no Pavilhão, ainda fui assolada pelo pequeno pânico de me enganar na data - estava uma tarde agradável, tendo em conta a manhã chuvosa, e era um Domingo... onde estavam as pessoas? Mas depois vi o cartaz, lá dentro, e a bela montra de gomas 😍 Uma vez lá dentro, senti a mesma coisa que no ano passado: é tudo muito grande e é tudo muito vazio. Nada cria assim muito impacto... a maior emoção é mesmo decidir por onde começar.

Havia muita variedade por onde escolher mas eu esperava realmente preços de outlet. Não vi grandes diferenças de preços para as promoções que normalmente há em feiras dos livros grandes e pequenas, como aquelas nos shoppings. Aliás, vi os mesmos títulos aos mesmos preços de uma banca que de vez em quando está no Maiashopping. Continuei sem comprar nenhum desses livros.

Claro que havia pechinchas. Infelizmente, nenhuma de algum autor que eu adorasse, mas acabei por trazer alguns livros, claro!


O mais caro que comprei foi mesmo A Paixão Secreta do Inquisidor, de Nerea Riesco, por uns exorbitantes... 5€ 😄 Gostei da história e acho que foi o último livro que decidi trazer. Já o Paranormalidade e o Evernight foram as minhas primeiras escolhas, e custaram-me 3€ cada. Lawrence Sanders é um clássico de qualquer feira do livro para mim, e A Sedução de Peter S. também me custou 3€. A Simbólica dos Espaço em O Senhor dos Anéis deixou-me muito curiosa e parece-me ser um estudo bastante interessante, assim como Lail-Ah - O Divórcio de Deus, com uma sinopse extremamente prometedora. Cada um ficou por 3€, fazendo o total destes 6 livros 20€. Nada mau!


Já no ano passado havia a banquinha de "10 livros - 5€" e eu pensei que era desta que ia conseguir encontrar 10 livros e trazê-los. Perdi a conta às voltas que dei por aquelas mesinhas, mas acabei por descobrir os dez que me pareceram mais interessantes, sendo que um deles será provavelmente para fazer um passatempo aqui. A coisa mais triste que aconteceu foi mesmo o livro dos gatos. Estava eu a abrir o livro e pensei que era estranho um livro sobre gatos ter imagens de cães no índice... a capa está trocada! É um livro de cães e não de gatos... que desgosto!


E como era para celebrar o Dia dos Namorados, é claro que também tive logo a minha prendinha 💖 A Trilogia Leviatã de Scott Westerfeld ficou por 15€, cada volume ficou por 5€. O Carmilla foi logo das minhas primeiras escolhas mas como o Raul está atrás dele desde que começamos a namorar, decidiu ser ele a oferecer-mo. Ainda nessa manhã tínhamos estado na Fnac de Sta. Catarina (obrigada Fnac pelos preços tão altos que me impediram de comprar mais livros) e perguntamos a um dos funcionários e só havia no NorteShopping, e mesmo assim era raro aparecer. Portanto, ver ali o meu exemplar na banca... finalmente! Foram mais 3€. Depois, para me deixar completar os 20€, escolhi A Pele e a Princesa, que me pareceu muito interessante, e Antes Morrer que Matar.

Portanto, o saldo foi mais que positivo e eu vim com um sorrisão até casa! Bem, até descobrir aquilo dos gatos 😆 Mas, mesmo assim, foi uma ida às compras espectacular. 16 livros por 25€, mais 6 por 20€... eu gosto destes negócios! Sei que no início me queixei dos preços, mas se repararem, trouxe livros mais ou menos desconhecidos... e continuo a defender que os preços não diferem muito das outras feiras!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Coraline, de Neil Gaiman - Sinopse & Opinião

Coraline
Título: Coraline
Título Original: Coraline
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2003
Número de Páginas: 160

Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento 'vazio' no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus 'outros' pais. Na verdade, aquele parece ser um 'outro' completo mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

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Apesar do fiasco que tinha sido a leitura de O Oceano no Fim do Caminho, decidi voltar a tentar ler Neil Gaiman. Quando participei no Carnaval-a-Thon, uma das leituras obrigatórias seria Coraline, e decidi dar mais uma oportunidade a mim própria de conhecer melhor o autor.

Olhando para trás, preferia mil vezes ter escolhido o Ratos e Homens, de Steinbeck.

Coraline conta a história de uma menina que, não tendo ninguém com quem brincar, passa o dia a explorar o apartamento e os jardins, entre visitas aos vizinhos velhinhos e tentativas de chamar a atenção dos pais. Então, um dia, entra numa porta que costuma estar fechada na sua sala de estar e encontra um espelho do seu mundo, onde vivem os seus Outros Pais, e onde a sua Outra Mãe quer que ela fique para sempre. É uma história bastante sombria, e que poderia resultar em algo verdadeiramente magnífico se Gaiman não escrevesse de uma forma tão vaga e, ao mesmo tempo, tão infantil. A forma como o livro está escrito é quase para crianças, com coisas tão óbvias a serem apontadas que parece que apenas estão ali a encher chouriços. E depois, é tudo tão vago, tão mal explicado que parece que estou a ler uma história que está escondida atrás de uma cortina de nevoeiro. Ou, em alternativa... a história é tão o-que-é-isto que eu esperava encontrar para além das suas palavras um outro qualquer significado que, afinal, não existe.
Toda a narrativa é apresentada na perspectiva de Coraline, ou seja, de uma criança. É muito errado eu não ter simpatizado com a miúda? Senti falta de uma personagem realmente marcante, algo mais... real, mais consciente talvez? É tudo tão apressado neste pequeno livro que a sensação com que fiquei é que merecia muitas mais páginas. Talvez fosse essa a diferença que me faria gostar desta história. Isso e estar escrita para adultos... uma vez que pessoas com botões cosidos no lugar dos olhos não é uma imagem muito simpática para os mais pequenos.
Houve dois elementos que quase me fizeram gostar de Coraline, o que, no final, ainda ajudou mais à desilusão com este livro - estive perto de gostar mas a prosa conseguiu estragar tudo. O facto de no outro mundo os olhos serem substituídos por botões e o gato. Primeiro, que elemento tão deliciosamente assustador. Botões em vez de olhos? Botões que são cosidos? É mesmo aquele tipo de pormenor que me agrada e me deixa um sorriso na cara. E depois, gatos. É preciso explicar? Infelizmente, não foi o suficiente...

Lembro-me que já o filme baseado na mesma história também não me agradou muito, mas esperava que o livro fosse uma boa leitura.
As ilustrações, apesar de serem muito bem conseguidas e atractivas, são muito spoilers. Vêm antes dos capítulos e referem-se ao capítulo. Principalmente a do gato na cara da mulher... Porque não no meio do texto, ou mesmo no fim do capítulo?

Mesmo assim, ainda não é desta que vou desistir de Neil Gaiman. Algo nos seus universos, algo twisted, atrai-me completamente, e ainda hei-de ler Os Filhos de Anânsi, que tenho aqui por casa. Só para tirar todas as dúvidas. Enquanto isso, não posso dizer que aconselhe a leitura de Coraline... Mas decidam por vocês próprios!

segunda-feira, 13 de março de 2017

[Leitura Conjunta] Crooked Kingdom, de Leigh Bardugo - Sinopse & Opinião

Crooked Kingdom (Six of Crows, #2)
Título: Crooked Kingdom
Série: Six of Crows
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Indigo
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 2016

Welcome to the world of the Grisha.
After pulling off a seemingly impossible heist in the notorious Ice Court, criminal prodigy Kaz Brekker feels unstoppable. But life is about to take a dangerous turn - and with friends who are among the deadliest outcasts in Ketterdam city, Kaz is going to need more than luck to survive in this unforgiving underworld.

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Sinto que ainda não consigo falar direito sobre este livro. Sinto que, tão cedo, nenhuma duologia / trilogia / série / whatever me vai marcar tanto como estes dois livros.

Eu já tinha gostado de ler o primeiro volume, Six of Crows. Apesar de ter sido das melhores leituras de 2016, não quis ler, de imediato, a continuação. Em Fevereiro, o grupo Read Along no Goodreads elegeu Crooked Kingdom como uma das leituras conjuntas e lá me juntei eu. Olhando para trás, penso... Porque é que não li este livro antes???

Tudo neste último livro é perfeito. É-me impossível falar deste livro... uma das maiores ressacas literárias dos últimos tempos! Vamos lá tentar clarear as ideias.

Crooked Kingdom continua, naturalmente, onde Six of Crows ficou. E eu a pensar que ia ser o livro todo a tentar salvar Inej e a Leigh deu-me uma chapada de luva branca, com tamanha reviravolta e acção. O destino de Inej quase que é relegado para segundo plano, com tanta coisa a acontecer. As novidades não param, as os contratempos são mais que muitos e as soluções do mais mirambolante e genial que por aí anda. Uma salva de palmas muito grande para a autora, que conseguiu de forma soberba criar situações e mais situações e engendrar sempre formas deliciosas de escapar de cada uma, mantendo sempre o leitor agarrado às páginas e sem aquela sensação de "o que é que foi desta vez?".
Se já tinha gostado das personagens em Six of Crows, neste novo livro ganhei-lhes ainda mais carinho. Todas nos parecem bem reais e completas, com pedaços da sua história e do seu passado a serem revelados. E não é só tipo... pega lá background!, é mesmo algo com sentido, que surge naturalmente na narrativa e que não nos permite ficar indiferentes a este bando e às suas vidas. A minha preferida continua a ser Nina, portanto, para quem leu o livro, facilmente perceberão o quão devastada fiquei com o final.

"She was the Queen of Mourning, and in its depths, she would never drown."

Para quem não leu... não percam tempo aqui, vão agarrar uma cópia e devorem!

"Zoya used to say that fear is a phoenix. You can watch it burn a thousand times and still it will return."

E depois, no meio de tanto drama e violência, eis que surge Matthias, o nosso gigante nórdico, mas que nos faz derreter completamente.

"«I... there is no one I want more; there is nothing I want more than to be overwhelmed by you.»
«But you don't want to kiss me?»
He inhaled shortly, trying to bring order to his thoughts. This was all wrong.
«In Fjerda-» he began.
«We're not in Fjerda.»
He needed to make her understand. «In Fjerda,» he persisted, «I would have asked your parents for permission to walk out with you,»
«I haven't seen my parents since I was a child.»
«We would have been chaperoned. I would have dined with your family at least three times before we were ever left alone together.»
«We're alone together now, Matthias.»
«I would have brought you gifts.»
Nina tipped her head to one side. «Go on.»
«Winter roses if I could afford them, a silver comb for your hair.»
«I don't need those things.»
«Apple cakes with sweet cream.»
«I thought drüskelle didn't eat sweets.»
«They'd all be for you,» he said.
«You have my attention.»
«Our first kiss would in a sunlit wood or under a starry sky after a village dance, not in a tomb or some dank basement with the guards at the door,»

Não têm vontade de o agarrar todo? E o sentido de humor de Nina? Perfeito!
Ao fim e ao cabo, todas as personagens, ao seu jeito, nos fazem derreter. Não dá para ficar indiferente.

“I would come for you,” he said, and when he saw the wary look she shot him, he said it again. “I would come for you. And if I couldn’t walk, I’d crawl to you, and no matter how broken we were, we’d fight our way out together—knives drawn, pistols blazing. Because that’s what we do. We never stop fighting.”

Não é propriamente uma declaração de amor... mas é uma declaração de amor, à sua maneira. E aquela lágrima no canto do olho? Maldita Leigh! Mas o verdadeiro golpe só chegou no final... ainda não me acredito que acabou assim. Tão injusto, tão triste.

Fiquei completamente maravilhada com a capacidade criativa de Leigh Bardugo. Sem dúvida alguma que ganhou aqui uma fã para toda a vida. Quero mais, muito mais do meu bando de criminosos favoritos de sempre! Momentos de tensão, de puro génio, de maldade, de amor, de humor! Há de tudo, neste livro. Quero lê-lo outra vez. Agora!

Apostem neste fantástico duo de livros. Sem dúvida alguma... desde que o Eu e o Bam nasceu, que poucos livros me marcaram tanto como estes Six of Crows e Crooked Kingdom. Leiam!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Corações na Escuridão, de Laura Kaye - Sinopse & Opinião [Castor de Papel]

Corações na Escuridão (Hearts in Darkness, #1)
Título: Corações na Escuridão
Título Original: Hearts In Darkness
Série: Hearts In Darkness
Autora: Laura Kaye
Editora: O Castor de Papel
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 160

Dois estranhos...
Makenna James acha que o seu dia não pode ficar pior até que no edifício do seu escritório corre para apanhar o elevador. Enquanto se distrai para atender uma chamada o elevador pára e fica às escuras. Makenna encontra-se assim na companhia de um estranho do qual apenas vislumbrou a tatuagem de um dragão numa das suas mãos antes das luzes se apagarem.

Quatro horas...
Caden Grayson diverte-se com esta linda ruiva tão atrapalhada com a sua mala e o telemóvel. Mas logo a diversão acaba quando o elevador se imobiliza e ele, apesar dos seus piercings, tatuagens e cicatrizes, entra em pânico. Agora está preso dentro do seu pior pesadelo… durante quatro horas. Somente abrindo-se com Makenna é que Caden poderá vencer os seus demónios, da mesma foram que Makenna consegue ultrapassar o seu terror do desconhecido. Aos poucos e apesar da escuridão, ambos acabam por descobrir o muito que têm em comum. Na escuridão a atração e o desejo crescem e os dois não resistem a envolver-se com paixão. Mas, perguntam-se, irão sentir o mesmo quando as luzes voltarem? E quando forem salvos do elevador que os aprisiona o que farão?

**********

Apesar de ser um género do qual eu me afastei depois do boom das 50 Sombras de Grey, este livro chamou-me a atenção, pois para além de uma capa bem interessante, a sinopse prometia muito.

Corações na Escuridão conta a história de Makenna e Caden, que ficam presos no elevador e que, apesar de não se conseguirem ver, o bad boy sensível e a sensual ruiva acabam por se aproximar numa espiral de sedução e segredos confessados na segurança da escuridão. Mas irá a ligação que criaram durar para além das horas presos juntos?
Eu esperava que esta fosse uma história puramente sexual, sem espaço para grandes envolvimentos românticos, apenas um one night stand num elevador e que depois cada um seguiria a sua vidinha. A verdade é que Laura Kaye não se limitou a escrever um guião para um filme pornográfico - a autora elevou-o a algo mais, com mais sentimento e mais profundidade. Não vos digo se as nossas personagens ficam juntas no final ou não (leiam o livro!), mas a história é mais do que umas horas passadas num elevador.
A relação entre Makenna e Caden foi, ao início, difícil de engolir, pois parecia-me tudo tão repentino que tornava-a pouco credível. Ainda me senti assim ao longo da leitura mas... temos de acreditar que há amores assim. Olhando para além da parte sexual, é bom acreditar que ainda há este tiro e queda, de amores que nascem com um cruzar de olhos e que simplesmente estão destinados. Não é bom acreditar em amores assim? Não quero com isto dizer que seja o que acontece ao nosso casalinho... leiam e descubram 😄
Esperava apaixonar-me por Caden, depois de ler algumas opiniões acerca deste livro. Tal não aconteceu... algo nele não fez aquele clique que devia ter feito. Talvez devido à forma repentina como tudo aconteceu. De um momento para o outro estava tudo tão intenso que eu acho que não tive tempo de me habituar à presença das personagens. No entanto, são duas personagens fortes, bem construídas e que têm sempre algo mais a acrescentar à sua história... Só não gostei muito da associação feita pela autora que os piercings e tatuagens de Caden são para manter as pessoas ao longe, dando-lhe aquele ar de não se metam comigo. Nem toda a gente que tem piercings e tatuagens tem por esse motivo... podem simplesmente gostar, como eu. Ao fim e ao cabo senti que, ao tentar mostrar que o amor é cego e que as pessoas podem desenvolver uma química brutal sem a parte física e visual da coisa, a autora acabou por pecar ao cair no cliché de criar um bad boy que só o é para esconder cicatrizes emocionais.
Concluindo, é uma história cativante, numa leitura super leve e rápida. Preparem-se para ficarem presos no elevador mais sexy de sempre!

Para além de uma leitura agradável, Corações na Escuridão ganha pela belíssima edição. Ao folhear o livro, os pequenos pormenores gráficos fazem um exemplar muito bonito, com as luas ao lado da paginação e os pequenos desenhos no início de cada capítulo. Se queria ler o livro antes, ao ver o trabalho posto nestes detalhes deu-me ainda mais vontade de ler; juntando isto ao facto de ser Dia dos Namorados e eu não ter nenhuma leitura programada especial para este dia, pensei em ler umas páginas... e acabei-o no mesmo dia. Numa questão de horas, Corações na Escuridão tinha sido devorado e, para além do meu namorado a dormir ao meu lado, foi de facto uma óptima companhia para este dia 😆

domingo, 5 de março de 2017

Cinematona Especial Óscares: Resultados


Se bem se lembram, no mês passado a Dora do Books & Movies criou uma cinematona especial, considerando que estávamos em época de Óscares. Composta por cinco categorias, era um projecto simples de fazer... e mesmo assim, consegui falhar!

Eis as minhas escolhas e as minhas opiniões acerca dos filmes vistos:

1. Melhor Filme
Spotlight (2015) ✓

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É um filme brutal, tanto a nível do filme em si como daquilo que trata. Eu sabia tratar-se de uma história baseada em factos verídicos, mas nunca pensei que fosse assim. Um filme que nos deixa sem palavras, pois é tão difícil engolir o que durante duas horas nos prende a atenção... simplesmente não há forma de expressar tudo o que o filme deixa em nós. Como filme, é excelente e, apesar de não conhecer os outros candidatos ao Óscar, recebeu-o com mérito, na minha opinião. Os actores estão no ponto! Não aconselho Spotlight a toda a gente pois trata de um assunto extremamente delicado e polémico, mas vejam o trailer e, se vos chamar a atenção, então vejam o filme, pois vale mesmo muito a pena.

2. Melhor Actor
Matthew McConaughey em Dallas Buyers Club (2013) ✓

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Que filme fantástico! Não sei porque é que demorei tanto tempo para o ver. O Matthew está impecável e o Jared... bem, até de mulher aquele homem consegue fazer um papel descomunal. Desconhecia ser baseado, também, em factos verídicos e, apesar de a história nem ser assim nada por aí além, realmente está qualquer coisa de espectacular. A caracterização das personagens está soberba. Palmas!

3. Melhor Actriz
Brie Larson em Room (2015) ✓

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Desde que encontrei por acaso o livro que fiquei curiosa para o ler, mas neste caso acabei por ver a adaptação cinematográfica primeiro. Embora ainda queira ler o livro, o filme em si deixou a desejar... Esperava algo mais dramático, algo mais trágico. E acho que a performance da actriz principal, embora não seja má, não é assim tão fantástica que mereça um Óscar. Não vi os outros filmes com as outras nomeadas, mas também não vi em Room nada de magnífico que justifique o prémio.

4. Melhor Filme Estrangeiro
Categoria em que falhei. É que não me apeteceu mesmo ver nada para aqui. ✗

5. Melhor Argumento Original ou Adaptado
The Imitation Game (2014) ✓

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Uma pessoa mete-se a ver filmes sem fazer a mínima ideia do que tratam e depois acontece isto. Estava eu descansadinha a seguir o filme e a cada minuto que passava mais me recordava de Uma Mente Brilhante. São duas histórias diferentes, mas que acabam por ser parecidas. De qualquer das formas, o meu coração vai para o The Imitation Game, pois gostei mesmo do filme. Não conhecendo os outros candidatos, atrevo-me na mesma a dizer que este é um justo vencedor.

E vocês, como correu a vossa Cinematona? Já viram algum destes filmes? Contem-me tudo nos comentários!